segunda-feira, 1 de março de 2021

SENHOR! O MUNDO PAROU!

Jarbas Oliveira Academia Montes-clarense de Letras Cadeira nº 05 Patrono: Camilo Filinto Prates Hoje, dia 10 do mês de abril do ano 2020, da era de Nosso Senhor Jesus Cristo, Sexta-feira Santa, data em que nós Cristãos acostumamos a nos recolher e orar, em respeito ao Cordeiro de Deus imolado na cruz, para a salvação da humanidade. Dois milênios já se passaram, duas décadas do terceiro também. Para os católicos é tempo do Tríduo Pascal, em que é possível obter a indulgência plena, se rezarmos piedosamente, após a Missa da Ceia do Senhor, o hino eucarístico “Tantum Ergo”, escrito por São Tomás de Aquino: Tantum ergo Sacramentum Tão sublime Sacramento, Veneremur cernui: Adoremos neste altar, Et antiquum doc Pois o Antigo Testamento Novo cedat ritui: Deu ao Novo seu lugar Præstet fides supplementum Venha à fé por suplemento Sensuum defectui. Os sentidos completar. Genitori, Genitoque Ao eterno Pai cantemos Laus et jubilatio, E a Jesus, o Salvador. Salus, honor, virtus quoque Ao Espírito exaltemos, Sit et benedictio: Na Trindade eterno amor. Procedenti ab utroque Ao Deus uno e trino demos Compar sit laudatio. A alegria do louvor. Amen. Amém. O mundo está contrito, Senhor! O mundo parou! Pena que o motivo é outro, Senhor! O Senhor, em seu calvário, clamou ao Pai: Pai perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem. Mas em verdade, Senhor, eu vos digo: nós não aprendemos, ou se aprendemos, fingimo-nos de moucos. O poder, ganância, luxuria, ódio, desprezo, infâmia, mentira, corrupção e conluio tomaram conta dos cidadãos do planeta terra. A disputa, Senhor, é pelo “poder”. Quem o tem é quem manda, obedece quem tem juízo. Será a escravidão moderna? Penso que não, sempre foi assim. A ganância provoca o lucro fácil, não se mede esforços em busca da acumulação de riquezas, não importa a maneira, mesmo a obtida pelo trabalho explora as oportunas ocasiões para aplicar a usura sobre os necessitados. O TER sobrepõe o SER. A luxuria decantada em Sodoma e Gomorra impregnou-se na mente humana, nas letras dos cânticos, nas vozes dos cantores, nas performances dos dançarinos, nas telas e apresentações expostas em museus, teatros, nas modernas mídias televisivas que penetram, sem pudor, em todos os cantos da terra, formatando a maldade na consciência humana. O ódio está visível na face humana, voltou à era do “Dente por dente, olho por olho”, ninguém leva desaforo para casa, aliás, o desaforo está também dentro de casa, filhos aniquilando pais, coisa só imaginável nas sucessões de reinados. Hoje, se mata pelo dinheiro para o custeio de drogas. Mata-se por uma fortuna e mata-se por um mísero níquel. O desprezo às coisas Divinas mostra-se implacável à vida humana. Semelhantes aniquilados pela fome, guerras, fuga em alto-mar e, pela recusa de refúgio e acolhimento em terras divisas. A infâmia trás consequências desastrosas para quem a pratica. Entretanto, o mundo está recheado de infames. Muitos poderosos caíram e continuam caindo num lamaçal sem fundo. Numa fração relâmpago de tempo, as suas desastrosas “virtudes” transformam-se em desonra. Muitos estão condenados à infame e desastrosa prisão domiciliar. Tornaram-se ridículos objetos de facécias nas mídias sociais. A Mentira quis tomar o lugar da verdade, quis não, quer. Mas, já dizia meu pai: a mentira tem pernas curtas. No Brasil, Senhor, onde é a minha atual morada, alguns infames poderosos quiseram imitar o lendário Robin Hood, disseram que acabaram com a pobreza do Brasil, e muitos acreditaram, mas como disse, a mentira tem pernas curtas, sabe o que fizeram Senhor? Mentiram! Roubaram os pobres e dividiram com os ricos, poderosos. Deram um prato de comida com uma mão e ceifaram a dignidade humana com a outra. Os impostos que eram para serem aplicados em saúde, trabalho, educação, estradas e moradias foram surrupiados. Uma vergonha! A corrupção impera em todos os segmentos da sociedade, em todos os cantos do planeta, sem distinção de raça, cor, clero e cultura. Irmanados em conluio corrompem até a própria alma e a vende para o mau. Chegamos até aqui, Senhor, para Lhe dizer que tal como no tempo de Moisés, uma praga se aplacou sobre a terra e está dizimando gente, principalmente, os mais idosos, considerados como fator de maior risco. Eu e minha esposa Ana Maria estamos nesse meio. Em nossa porta de entrada ela estendeu um pano branco e junto, um terço bento, tal como no Egito, quando marcaram as portas com o sangue de carneiro, conforme a determinação Divina. Tudo começou no mês de dezembro de 2019, precisamente, na Província de Wuhan, na China/Ásia, país comunista de maior número populacional, aberto ao capitalismo ocidental para o aproveitamento da mão de obra barata, que a levou ao segundo patamar em potência econômica mundial, e a uma luta constante pelo pódio do poder contra os Estados Unidos da América. Denominaram a praga virótica de Nova Covid19. Dizem ser originária do Morcego, e nessa Província costumam-se comer carne de morcego, cachorro, gato, etc., mas, há quem afirme que foi elaborado em laboratório chinês, com o objetivo de desestruturar economicamente o mundo. Se for, conseguiram. Certo é que um médico chinês alertou que esse vírus traria muitas mortes, mas foi preso e obrigado, pelo governo chinês, a desmentir tal alerta. O médico morreu infectado. A peste virótica se espalhou pelo mundo inteiro, pois é sabido que a China mantém contatos presenciais, comerciais e políticos com pessoas de todas as partes do planeta. Milhões de pessoas já foram infectadas, e milhares chegaram a óbitos. A maioria dos países está procedendo ao recolhimento dos cidadãos, em casa, com os devidos cuidados higiênicos, como forma de evitar a aceleração da contaminação pelo vírus. A economia mundial parcialmente paralisada. No Brasil, se não bastasse a guerra virótica, a Mídia dominadora transformou a crise numa pandemia demoníaca, na tentativa de jogar a população contra o Presidente da Republica. Isso provocou, também, a guerra política entre o Governo Federal e alguns Governos Estaduais, aliados a parte dos membros do Congresso Nacional, com o apoio do Ministro da Saúde, os quais defendem o isolamento horizontal da população, bem como, a não prescrição do Hidróxido de Cloroquina para tratamento da virose, tão somente porque foi o presidente, Jair Bolsonaro, o primeiro a solicitar que o isolamento fosse vertical e a prescrição imediata da citada droga e, dessa forma, manter recolhidos somente os idosos de mais de sessenta anos e os portadores de moléstias que provocam baixa imunidade. Os demais deveriam voltar ao trabalho para manter a economia ativa e assim evitar o caos econômico, o que certamente provocará a fome, a violência e a balburdia em busca da sobrevivência. Somos os únicos no mundo com duas guerras a vencer: a do covid19 e a dos contrários ao Governo que está combatendo a corrupção instalada no Brasil. Enquanto isso, ha mais de vinte e cinco dias, estamos aqui, privilegiadamente, em um apartamento bem instalado, eu, minha esposa, minha filha Roberta e a nossa diarista, Afonsa, que diariamente vem, com todo o zelo e cuidado, cuidar dos nossos afazeres domésticos. Aí, me vem à lembrança, daqueles que sequer tem um teto para se abrigar, ou, se tem, são precários e cheios de humanos, dividindo pequenos espaços. O governo está distribuindo renda para os mais necessitados, postergando impostos de pessoas físicas e jurídicas, concedendo empréstimos a empresários. Mas a pergunta que fica é: Serão suficientes, e até quando? Finalizando, Senhor, quero confessar que não praticamos esse isolamento tal como determina a lei municipal. Recebemos em nosso lar os nossos filhos e netos que vieram nos visitar, matamos a saudade, sem beijos e afagos, com todos os cuidados necessários, não nos contaminamos, ainda. Enquanto dou cabo deste escrito, lá fora, chove torrencialmente, banhando os quatro cantos dos nossos Montes Claros. Uma Divina chuva veio purificar telhados, ruas, avenidas, praças, parques, campos e pastagens, estradas e rodovias, mas, principalmente, a alma e o coração humano. Aleluia! Senhor! Não viveremos sob o pânico da morte, se vier a acontecer, será como Deus quiser. Partiremos felizes. Não sabemos se a praga foi obra de Deus, ou da China, mas o mundo parou. O momento é de reflexão. Quando a tempestade passar virá a bonança. Quem viver verá! Louvado seja o nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado.

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