segunda-feira, 1 de março de 2021

Já vi tudo, ou quase tudo!

JÁ VI TUDO, OU QUASE TUDO! Jarbas Oliveira Cadeira nº 05 Academia Montes-clarense de Letras. Desde meados de março deste ano de 2020, transportamos equipamentos e materiais para a instalação virtual de nosso escritório JC CONTABILIDADE E ASSOCIADOS LTDA., em nossa nova morada, um apartamento próximo ao Hospital Universitário, atendendo a uma exigência legal, imposta ao idoso considerado do grupo de risco de contágio com a maligna doença do novo milênio. Digo nova morada porque, em 28 de dezembro do ano passado, mudamos de nossa casa, ao fundo do imóvel onde também funciona o nosso escritório. Se eu estivesse em casa, bastávamos abrir uma porta e já estaríamos em nossa sala de trabalho no escritório, e vice versa. Muitas foram às vezes em que meus netinhos, a mando da vovó Ana, adentraram a sala, em desabalada carreira e gritaria: “Vovô! Vovô! A Vovó está chamando! O almoço está pronto, vem, vem, vamos almoçar...”, e escoltavam-me até a mesa posta o almoço. Eu adorava essa correria, essa parceria, esse contato imediato de primeiro grau. Sangues do meu sangue! Agora, três de maio de 2020, estamos aqui, confinados. Eles lá em suas casas. Nós cá. Dizem que é para o nosso bem. Sinceramente! Eu não penso assim. Não vivo o passado, nem o futuro. Vivo o presente. O passado já passou, o máximo que podemos fazer é escrevê-lo; o futuro, para quem acredita, pertence a Deus; Já o presente, penso eu, é para vivê-lo intensamente, com amor, paz e harmonia, mas sem medo. Inúmeras são as explicações e recomendações para superarmos essa crise. Muitas favoráveis ao recolhimento humano, fechamento dos bens geradores da economia, outras tantas são controversas e creditam a superação da crise, com o isolamento parcial e plena movimentação de nossas atividades econômicas. As Mídias televisivas espalham o ”pânico da morte” diuturnamente. As Mídias sociais são totalmente diversificadas. Nelas encontramos orações, textos reflexivos, poesias, músicas e textos literários, mas principalmente a guerra política “dos prós e dos contra” que publicam facécias, propostas, verdades e mentiras. Já vi vídeo acenando à origem do mal em uma carta psicografada pelo famoso médio brasileiro Francisco Xavier, já falecido. Nunca se rezou ou orou tanto, ainda que missas e cultos estejam suspensos para plateias acima de trinta pessoas. As informações e desinformações se misturam no computador, no celular, na televisão e principalmente na cabeça ou na mente de quem as recepcionam. A verdade é que não se conhece quem está com a verdade. Médicos afirmam que tem remédios que matam o vírus; Infectologistas afirmam que ainda não há prova científica. O Infectologista chefe do combate ao vírus, em São Paulo, foi acometido pela doença. Tomou medicamentos e se recuperou. Questionado, “Ao Vivo”, em rede de televisão, sobre qual medicamento usou, se negou a revelá-lo. Serviu para ele, mas não serve para os demais infectados. Questionado novamente: “Você usou Cloroquina?”, calou-se no direito de não responder. O jornalista respondeu por ele: “usou... Usou... Ficou claro que usou”. A crise pandêmica é mundial, contudo, no Brasil, virou uma guerra medicinal e política, mas só no Brasil. Por quê? Por que só no Brasil? Porque o Presidente da Republica, em exercício, é contra o confinamento “horizontal”, que quer dizer: isolamento para todos, enquanto a “maior autoridade da nação” entende que o isolamento deveria ser “vertical”, ou seja, somente os maiores de 50 anos e os com baixo grau de imunidade deveriam ficar isolados. Em resumo: O Governo Federal não quer que a economia do país seja contaminada pela “pandemia virótica”, vez que, estatisticamente, os acometidos pela doença são em maioria, os idosos. “Maior autoridade da nação”, entre aspas mesmo! Querem derrubá-lo do poder. Quem? Quem quer? O Sistema. O Sistema que quer a volta da corrupção, do toma lá dá cá. O Sistema que determina a soltura dos bandidos e corruptos, acostados no risco de virem a acometerem-se da doença virótica. O Sistema que determinou que a força policial prendesse e agredisse, fisicamente e moralmente, cidadãos comuns e inocentes, que não aceitaram ver tolhidas de suas liberdades e, exigiram, aos gritos, os seus “Direitos Constitucionais” de ir e de vir. Gritos no escuro! Gritos no deserto! Gritos silenciados, mas que a população tomou conhecimento e nada fez ou faz. Estou cá, confinado que nem animal de engorda, pronto para ser abatido. Tal como aqueles que foram agredidos e presos. Também quero a minha liberdade de ir e de vir. Por isso saio para minhas caminhadas diárias, vou esticar as pernas, tomar um banho de sol - vitamina D, o santo remédio de Deus, ou para visitar aos meus. Se for para acesso à farmácia, supermercado e padaria, ou outro comércio qualquer, usamos a máscara em respeito aos demais usuários. Na rua, no carro, ou em casa de meus filhos, não usamos. Nem eles, nem nós. Até agora ninguém se infectou. Pode vir a infectar-se? Pode. Mas não podemos viver angustiado pelo medo de morrer. Morrer é a única certeza que temos na vida. Se for ateu, somos matéria, morreu acabou; Se for espírita, não há porque temer, pois acredita na reencarnação e, voltará novamente para continuar a lapidação do espírito; Se for cristão, crê na ressurreição, vida eterna ao lado da Santíssima Trindade, segundo o merecer, evidentemente. Então estamos com medo de quê? Eu já vi de tudo, ou quase tudo. Desejo ver muito mais. Até a próxima reunião se ainda estivermos aqui, caros leitores, confreiras e confrades.

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