segunda-feira, 1 de março de 2021

Câmara Renovada

Câmara renovada! Esperança de trabalho sério? Jarbas Oliveira Contador, Escritor membro das Academias Montes-clarense de Letras e Maçônica de Letras do Norte de Minas. As urnas responderam aos anseios do povo montes-clarense. Quiçá do Brasil. Mudança! Mudança! Mudança! Mudança para melhor. Dos 23 vereadores eleitos somente nove já exerciam o cargo. Portanto, teremos uma Câmara Municipal renovada em mais de 60%. Sabem o que isso quer dizer? Quer dizer que o povo está de olho, não mais se deixa enganar, basta ver o numero de votos nulos e brancos, que juntos (77.441) ultrapassa o número de votos (76.595) recebidos pelo candidato a Prefeito colocado em primeiro lugar. Quero dizer a esses nove vereadores reeleitos, os quais passaram por mais um crivo eleitoral, e receberam de os seus eleitores mais um voto de confiança, que devemos aplaudi-los e parabenizá-los, pois, certamente, fizeram-se dignos para merecer. Agregam-se aos nove, outros 14 neófitos eleitos, também merecedores de elogios e aplausos. Inexperientes, talvez. Todavia, capazes e comprometidos em dar o melhor de si para o bem de todos. Melhor a inexperiência política de que a experiência manipulada. Eles bem o sabem quão trabalhoso foi conquistar cada um dos seus eleitores. E, por isso, tornar-se-á necessário coloca-los sempre em mente, diante às suas decisões legislativas, lembrando-se que representam a vontade coletiva e não a individual. Câmara Municipal não é “cabide de emprego”, Câmara Municipal não é centro de doações de bens materiais, Câmara Municipal não executa, não constrói escolas, nem hospitais, não asfalta ruas, não constrói praças, não gera emprego, não constrói pontes. Não é papel de a Câmara Municipal fazer nada disso. O papel do vereador é fiscalizar a origem e a aplicação dos recursos públicos; analisar, com zelo, atenção e cuidado, e votar os projetos do executivo, aprovando-os ou rejeitando-os, sem picuinhas, sem favorecimentos, mas com responsabilidade. Fiscalizar a origem e a aplicação dos recursos públicos abrange tanto a Prefeitura Municipal quanto a própria Câmara Municipal, cujos orçamentos alcançam cifras astronômicas. O momento do país requer equilíbrio nas contas públicas, o que quer dizer: gastar menos do que arrecada. Para isso, é necessário planejamento e austeridade nos gastos. Portanto, esqueçam os partidos, pensem no povo. E por falar em austeridade nos gastos, a hora é propícia para falar em redução do número de vagas para vereadores e também em redução dos seus proventos. Por quê? Porque, salvo melhor juízo, eles se reunirão em meio expediente e apenas três vezes por semana; de mais a mais, fazendo uma breve leitura dos candidatos eleitos, percebemos que, em sua maioria, não depende da remuneração da Câmara, para a sua subsistência. Haja vista que alguns já são servidores públicos, outros aposentados, médicos, contadores, religiosos, etc. Afinal ninguém se candidatou pensando nos proventos, ou foi? Assim, sugiro especialmente aos vereadores reeleitos, e por isso mais experientes, que elaborem um projeto de lei propondo a redução das vagas e também dos proventos, justificando a necessidade de redução de gastos com os proventos dos vereadores, isso para valer já a partir de 01/01/2017. Se não fizerem isso, ainda este ano, que o faça na primeira reunião do ano vindouro. Os vereadores não poderão apresentar projetos para aumentar seus próprios proventos, mas para reduzir pode. Câmara renovada! Esperança de trabalho sério? Vamos acompanhar.

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