segunda-feira, 3 de março de 2014
Discurso do Lançamento do Livro "Memórias de uma Vida" em Taguatinga/DF
Amigos e Amigas, boa noite!
“Se é possível sonhar é possível tornar o sonho em realidade”.
Com esta frase de “Walt Disney” quero dizer a vocês, que nesta noite, dou prosseguimento a esta nova caminhada e aqueles que bem me conhecem, sabem mensurar o tamanho da minha teimosia.
Certa vez, o literato Mario Quintana, assim expressou:
“Existem duas espécies de livros: Uns que os leitores esgotam e outros que esgotam os leitores”. Espero que “Memórias de Uma Vida” seja incluído na primeira categoria.
Um outro autor não menos famoso, contudo, ao aconselhar a um pretendente à profissão de escritor, não hesitou: “Você saberia viver sem escrever”?
Diante de mais um paradigma semelhante à celebre frase: “Ser ou não ser, eis a questão”. Pude então plagiar: - Escrever ou não escrever, eis a questão. Optei-me por escrever; enveredei-me pelo caminho literário e, tamanha foi a minha satisfação em descobrir-me vivo em minhas próprias palavras que já escrevi o segundo e o terceiro trabalho. Se vou editá-los..., ainda não sei.
Em minha opinião editar um livro é mais difícil que escrevê-lo. Só para se ter uma idéia, o livro “Fernão Capelo Gaivota”, campeão de vendas dos anos 70, ficou engavetado por um editor durante mais de 10 anos. Mas não quero e nem devo preocupar-me com isso.
Minhas amigas, meus amigos; Penso que a gratidão é um gesto que aproxima as pessoas, assim, em nome da família: Jarbas e Ana Maria, agradeço com grande estima e carinho o reconhecimento sincero dos amigos que tornaram possível a editoração de “Memórias de Uma Vida”; são eles: a minha prima Lia, o meu tio Neivo, meu cunhado Filogônio, meus irmãos Jurandir e Jaime e o meu primo Joãozinho; eles compreenderam a minha expectativa, a minha ansiedade e se envolveram de uma maneira muito especial.
Confesso: se não fosse a tolerância e a colaboração dessas pessoas, esse magno momento, não estaria acontecendo. Portanto, do fundo do meu coração, transmito a todos vocês o nosso sincero agradecimento.
Caríssimo primo João, desde aquele dia, quando sentados ao redor de uma mesa na casa da prima e cunhada Zirinha, em que revelei estar escrevendo um livro contando a história da nossa família, você manifestou um entusiasmo contagiante, dizendo que faria o lançamento do livro aqui em Taguatinga; aquela sua decisão que hoje se concretiza, caro Joãozinho, foi a maior prova de credibilidade e reconhecimento ao nosso trabalho. Deus haverá de recompensá-lo por tamanha demonstração de confiança e carinho.
A este primeiro trabalho, “Memórias de Uma Vida” carinhosamente, denominei “Minifúndio Literário” ou, pequena obra; lembro, contudo, que o sentido denotativo da palavra minifúndio, quer dizer: pequena extensão de terra, o que não significa que a terra seja improdutiva; também assim, imagino o livro “Memórias de Uma Vida”; uma pequena obra, mas que para mim, em que pese não aspirar dela sucesso algum, muito significa.
O meu desejo, caros amigos, foi tão somente, registrar a história de uma família, igual a tantas outras famílias brasileiras mas, que sem dúvidas, é para nós que dela fazemos parte, a valorosa marca da nossa honrosa origem.
Escrever Memórias de Uma Vida foi como entrar numa máquina do tempo, retroceder o calendário, girar a manivela dos devaneios e, navegar..., ou melhor, vaguear..., de volta para o passado; utilizei o mais rápido e eficaz meio de transporte já inventado. “O Pensamento”, esse maravilhoso dom que Deus nos deu. Vaguei..., fui a Cana Brava, Caldeirão, Comercinho de Bruno, passei também em Araçuaí, Medina, Taiobeiras, Vaguei, ainda, por Montes Claros Antiga, Coromandel, Uberlândia e tantos outros lugares.
Eu vi meus trisavôs: Theodoro e Antonia Maria; Eu vi meus bisavôs: Candido e Maria Lopes, Joaquim e Conceição; vi os negros escravos nas senzalas; vi também Vô Manoel e Vó Carmelina, Vô Gabiroba e Vó Maria Rita; Vi Madrinha Dejanira e o Senhor Gulino; iiiihhh...! é tanta gente que não dá para ficar citando nomes. Ah! Mas esta, não posso deixar de lhes dizer; vi minha mãe D. Olívia – ainda moça, namoradeira que só ela.
Mas, nada disso seria possível, se Deus não concedesse aos meus pais, Pedro Paulo e Olívia, uma vida longa e suas invejáveis memórias, pois, os principais fatos e detalhes que narrei neste livro foram contados por eles.
Amigas e amigos, espero que leiam “Memórias de Uma Vida” e possam desfrutar e sentir o mesmo prazer que eu tive ao escrevê-lo.
Ao encerrar, não posso furtar-me de agradecer, também de uma maneira especial à minha amiga Kelly Silva que, ao que me parece, não se esgotou por ler, reler e revisar, várias vezes, esse nosso Minifúndio Literário, tornando-o, por isso, mais digno de ser lido. Também à Acadêmica Maria da Glória Caxito Mameluque, pelas incentivadoras palavras ressaltadas no prefácio, as quais, enriqueceram, consideravelmente, o nosso “Memórias de Uma Vida”.
Agradeço, finalmente, também de uma maneira muito especial e carinhosa, a todos vocês que se dispuseram a lisonjear-me e com as suas presenças deram todo brilhantismo a esta solenidade.
Muitíssimo Obrigado.
Jarbas Oliveira
10/02/2006
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